Dona Fifi aos 19 anos.

Apostilas eletrônicas de Dona Fifi
JOSEPHSON


Brian Josephson ganhou a disputa com John Bardeen, ganhou o prêmio Nobel em 1973, aos 33 anos, e, depois disso, não fez mais nada relevante em Física. Para todos os efeitos, endoidou. Passou a fazer meditação transcendental e a se interessar por fenômenos paranormais, telepatia e percepção extra-sensorial. Talvez até acredite em bruxas e duentes, mas, isso pode exagero de minha parte.


Josephson já doidão.
Esse inusitado interesse de um nobelista por assuntos esotéricos criou, recentemente, um embaraço para o austero Correio Real de Sua Magestade, a rainha da Inglaterra. Pois os administradores do correio britânico resolveram lançar um pacote de selos comemorativo dos 100 anos de prêmio Nobel, homenageando os ingleses que já foram agraciados e estão vivos. Um deles é Josephson. A cada um desses nobelistas foi solicitado um folheto com um relatos de seus trabalhos. Esses textos foram estão publicados acompanhando a coleção de selos lançada.

Pois o folheto de Josephson trouxe seus palpites sobre a veracidade dos efeitos paranormais e alegações sobre como a mecânica quântica explica a telepatia. A repercussão desse folheto de Josephson na comunidade científica foi adversa, para usar um termo brando. Os pobres funcionários do Correio Real ficaram perplexos. Como podíamos saber que o homem pirou, disseram eles, se é um ganhador do Nobel de Física!

Pois é, o Nobel de Física não garante a sanidade mental de ninguém. Nem significa que o ganhador é um bom camarada, como vimos antes, no caso de Lenard. E, como veremos a seguir, um cientista brilhante em sua área de atuação pode ser um beócio quando se mete em outras searas.


5 - SHOCKLEY - Inventou o transistor e a disgenia. Seu esperma deve estar mofando em alguma geladeira americana.

6 - LATTES - Um brasileiro que poderia ter sido e que não foi. O que será que Bohr achou disso?

7 - HOYLE - Não ganhou por não ser convencional e certinho. Do mesmo modo que Borges.