SEARA DA CIÊNCIA
CURIOSIDADES DA FÍSICA
José Maria Bassalo


Tales de Mileto, a Ciência e a Riqueza. .
Segundo nos conta o filósofo e matemático inglês Sir Bertrand Arthur William Russell (1872-1970) em seu livro História da Filosofia Ocidental, Volume 1 (Companhia Editora Nacional, 1967), que o filósofo, matemático e astrônomo grego Tales de Mileto (624-546) era constantemente escarnecido por sua pobreza. Acusavam-no, dentre outras coisas, de não ter sentido prático o seu estudo. Assim, um dia, para mostrar que os filósofos são capazes de ganhar dinheiro, comprou, à prestação, todas as prensas de azeite que havia na localidade, e passou a cobrar uma taxa pelo uso dessas prensas. Tornou-se, desse modo, um rico comerciante. Dizia ele: Os que permanecem pobres, é porque têm alguma coisa mais importante a fazer do que ganhar dinheiro. É oportuno dizer que Tales deu muitas contribuições à Ciência. Por exemplo, ele demonstrou que a soma dos ângulos internos de um triângulo plano vale 180o, e foi o primeiro a fazer uma observação sobre um fenômeno elétrico ao atritar um bastão de âmbar (elektron, em grego) com um pedaço de lã, e notar que o mesmo atraía corpos leves em suas proximidades. Ele também observou (talvez de modo pioneiro) que certas pedras (encontradas na Tessália, uma província grega, depois denominada de Magnésia) apresentavam a propriedade de atrair pedaços de ferro (Fe). Essas pedras, que passaram a ser conhecidas como magnetita ou ímã natural, são hoje reconhecidas como o óxido salino de ferro (Fe3O4).