SEARA DA CIÊNCIA
IMORTAIS DA CIÊNCIA

JAMES WATSON e FRANCIS CRICK

James Watson nasceu em Chicago, Estados Unidos em 6 de abril de 1928. Watson ainda está (muito) vivo, sendo o único nessa condição entre os figurados nos dois painéis de cientistas da Seara da Ciência. Francis Crick nasceu perto de Northampton, na Inglaterra, em 8 de junho de 1916 e faleceu em 28 de julho de 2004, na Califórnia, EUA.

Watson iniciou sua formação acadêmica na Universidade de Chigago, graduando-se em 1947. Obteve seu Ph.D. em 1950 na Universidade de Indiana. Trabalhou algum tempo na Universidade de Copenhague (Dinamarca) sobre os efeitos da radiação sobre os virus. Em 1951 foi para Cambridge, Inglaterra, onde conheceu o físico Francis Crick e juntos trabalharam sobre a estrutura do DNA. Foi de Watson a idéia de construir um modelo do DNA com as bases nitrogenadas internalizadas e o esqueleto por fora, demonstrando assim sua estrutura em hélice. Essa proposta casava-se perfeitamente com os dados já obtidos por Wilkins e Chargaff, com resultados obtidos por Rosalind Franklin. Por esse trabalho, ganhou o Prêmio Nobel, juntamente com Crick e Wilkins, em 1962. Rosalind Franklin já tinha morrido nessa época.

Crick, após receber o prêmio, contribuiu enormemente para o entendimento do código genético e no estudo do RNA. Posteriormente, passou a se dedicar ao estudo dos processos conscientes.

Watson voltou aos EUA depois de terminar seu trabalho na Inglaterra e trabalhou no Instituto de Tecnologia da Califórnia e, em 1955, na Universidade de Harvard.

O livro de Watson, “A Dupla Hélice” (1968), conta informalmente os detalhes da história de sua descoberta. Esse livro continua muito lido e suscitando muita controvérsia. Recomendamos a leitura desse livro e de outro que ele escreveu mais recentemente, intitulado DNA, que também é muito bom. Watson é um cara polêmico e considerado por muitos como arrogante e politicamente reacionário. Talvez seja exagero devido ao fato dele não ter papa na língua e dizer o que pensa.