SEARA DA CIÊNCIA
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MURRAY GELL-MANN

Murray Gell-Mann nasceu em Nova Iorque em 15 de setembro de 1929.

Desde criança, Gell-Mann já era considerado um prodígio. Aos 15 anos já cursava a Universidade de Yale e obteve seu doutoramento em física pelo MIT com 22 anos. Na década de 50, propôs a existência de um número quântico, a estranheza, que seria conservado pelas interações com a força forte mas não com a força fraca. Na década de 60, ele introduziu o chamado "Caminho Octogonal" para classificar os hadrons. Esse termo é uma referência ao oito caminhos do budismo, tema que interessava bastante o cientista.

Com base nessa classificação, propôs que os hadrons (proton, neutron, etc) seriam compostos de unidades mais elementares, os quarks. Esse nome é mais uma manifestação da ampla gama de interesses de Gell-Mann, pois foi tirado de uma passagem do romance Finnegans Wake, de James Joyce. O próprio Gell-Mann achava que os quarks seriam apenas um truque matemático para explicar o comportamento dos hadrons. Mas, logo em seguida os experimentais mostraram que eles realmente existem.

Aliás, isso serve para reforçar uma tirada de Gell-Mann, a chamada Lei Ditatorial da Física, que diz: "Tudo que não é proibido é compulsório". Isto é, se as leis da física não proibirem uma coisa, essa coisa não apenas pode existir, ela tem que existir.

Desde a década de 90, Gell-Mann passou a se interessar pelo estudo dos chamados "sistemas complexos". Participou da criação do Instituto Santa Fé, que abriga cientistas dessa área, e escreveu um livro de divulgação intitulado "O Quark e o Jaguar". No Instituto ele pesquisa a origem e a evolução das línguagens humanas.