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EDWIN HUBBLE

O astrônomo americano Edwin Hubble nasceu em 20 de novembro de 1889 e morreu em 28 de setembro de 1953.

A história de Hubble é curiosa pois mostra que às vezes os caminhos na vida de uma pessoa levam a desfechos inesperados. No colégio e na universidade, Hubble se destacou mais por seus dotes de atleta que por feitos científicos. Jogava basquete e lutava boxe, e foi até campeão universitário de salto em altura. Depois, foi estudar direito na Inglaterra, voltando para os Estados Unidos para ser advogado. Até que chegou a conclusão de que seu desejo mesmo era ser astrônomo e acabou se doutorando em astronomia pela Universidade de Chicago. Desse modo, quando resolveu se dedicar à carreira de astrônomo obteve enorme sucesso e reconhecimento, tornando-se um dos mais importantes cosmologistas do século 20.

Hubble teve a sorte de ir trabalhar no Observatório de Monte Wilson, onde usou o enorme telescópio que havia lá. Começou a se destacar no meio astronômico ao mostrar que alguns dos objetos celestes chamados de "nebulosas", cujo nome vem de sua aparência leitosa, são na verdade grandes aglomerados de estrelas, as "galáxias". Na época, muita gente achava que essas nebulosas eram formadas apenas de gases interestelares acumulados em uma certa região do espaço.

Mas, o que realmente projetou a carreira de Hubble no panteão da astronomia foi a descoberta que as galáxias se afastam umas das outras com velocidades que são diretamente proporcionais às distâncias entre elas. Hubble chegou a essa conclusão observando que os espectros das galáxias distantes apresentavam um deslocamento para o lado do vermelho. Esse desvio foi corretamente interpretado por ele como devido ao efeito Doppler atuando sobre a luz das galáxias que se afastavam da Terra. O interessante é que essa lei já tinha sido enunciada pelo cosmologista belga, o padre Georges Lemaitre. Mas, como Lemaitre publicou seu resultado em uma revista pouco lida, a lei é hoje conhecida como "Lei de Hubble".

Esse impressionante resultado mostrou que o universo não é estático, como dizia Einstein em sua teoria da relatividade geral, mas está em permanente expansão. Einstein reconheceu a veracidade desse resultado e o incorporou em sua teoria.